8 de março de 2014

Ano letivo na rede estadual começa dia 10 com data marcada para paralisação



Mais de 900 mil alunos já matriculados em 1.384 estabelecimentos da rede estadual de ensino, espalhados pela capital e interior da Bahia, voltam às aulas nesta segunda-feira. Porém um nova lacuna já está prevista no calendário escolar dos estudantes e de 39.600 professores.

Uma paralisação nacional está marcada para acontecer nos próximos dias 17, 18 e 19. A informação foi confirmada, ontem, pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB-Sindicato), Rui Oliveira.

Segundo ele, a paralisação foi convocada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, com o objetivo de cobrar da Câmara de Deputados, em Brasília, a aprovação do projeto de lei que cria o Plano Nacional de Educação (PNE).

"Vamos enviar uma caravana para Brasília. O PNE precisa ser votado até março, senão não será votado este ano", afirma o sindicalista.

Se aprovado pela Câmara e acatado pela presidência da República, que precisa sancionar o projeto, o PNE amplia progressivamente o investimento público em educação até atingir, em dez anos, a meta de 10% do Produto Interno Bruto (PIB).

Em nota, a Secretaria da Educação (SEC) afirmou que "as aulas perdidas durante a paralisação serão repostas, cumprindo-se os 200 dias letivos no calendário escolar". O ano letivo 2014 será encerrado em janeiro de 2015.


Eventos

Durante a paralisação, os professores realizarão atividades relacionadas à categoria. A agenda começa no dia 17, quando a APLB promove debate sobre o plano de carreira dos educadores. No dia 18, uma manifestação acontece às 9h, na praça da Piedade.

No dia seguinte, haverá outro debate, com o tema 50 Anos de Resistência à Ditadura Militar.

Local e horário dos eventos dos dias 17 e 19 ainda não estão definidos. Ainda de acordo com Rui Oliveira, a categoria negocia benefícios com o governo estadual. Segundo ele, uma rodada de negociações aconteceu anteontem e outra deverá acontecer na próxima terça-feira, às 15h, na sede da Secretaria da Administração.

Passivo

A discussão gira em torno do reajuste salarial. "Fizemos duas propostas: um reajuste linear [igual ao dos outros servidores] mais ganho real ou um reajuste linear mais promoção", detalha.

Além disso, a categoria pleiteia a oportunidade de sentar para barganhar o pagamento da unidade real de valor (URV), passivo trabalhista devido pelo estado aos servidores desde março de 1994, quando o cruzeiro real foi substituído pelo real. A Tarde

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