3 de abril de 2014

Servidores do estado terão aumento em abril e julho


A Assembleia Legislativa da Bahia aprovou em sessão que adentrou a madrugada de ontem o reajuste dos salários dos servidores estaduais. Em acordo feito pelas lideranças da Casa e com os sindicatos de servidores, a segunda parte do aumento (3,84% sob o salário já reajustado), originalmente prevista para setembro, foi antecipada para julho. A primeira parte do reajuste, de 2% retroativo a janeiro, já será paga no fim deste mês. 

No total, todas as categorias de servidores estaduais terão aumento linear de 5,91% em relação ao salário pago até dezembro do ano passado. “Essa antecipação foi fruto de negociações com os sindicatos; um esforço do governo para atender as reivindicações”, destacou o superintendente de Recursos Humanos da Secretaria de Administração do Estado da Bahia (Saeb), Adriano Tambone.

A Saeb é o órgão do governo responsável pela folha de pagamento do funcionalismo. Segundo Tambone, carreiras como a de médico e professor universitário, que realizam negociações à parte com o governo, terão outras alterações salariais, conforme cada uma dessas negociações forem sendo concluídas. 

“Os aumentos em abril e julho, nesses moldes, valem para carreiras como professor, investigador policial e perito criminal, por exemplo”, disse o superintendente. 

Tombone confirmou que a complementação dos salários de janeiro, fevereiro e março - pagos sem o reajuste aprovado ontem - serão pagos na folha de abril. “Além de receber o salário do mês já reajustado em 2%, o funcionário público receberá a diferença entre o novo salário e o antigo correspondentes aos meses de janeiro, fevereiro e março”, afirmou.

Segundo o líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Zé Neto (PT), essa antecipação do percentual de 3,84% foi fruto de uma negociação com representantes dos servidores estaduais. “Foi uma semana de discussões. Com as contas em mãos, fizemos o máximo para alcançar o êxito”, afirma. 

Ele ressalta que esse reajuste é linear, ou seja, abrange todo o funcionalismo, mas categorias específicas, como as de Educação e de Segurança, contam também com negociações à parte. “A votação foi tranquila. Como já era esperado, a oposição tentou obstruir a pauta, fazendo a parte dela, mas conseguimos aprovar”.

Insatisfação
A coordenadora-geral da Federação dos Trabalhadores Públicos da Bahia (Fetrab) em exercício, Maria José Silva, considera a votação um desrespeito com a categoria. “Votaram escondido, à 1h da manhã de quarta, para a gente não saber quem votou contra ou a favor”. 

Segundo ela, a categoria pleiteia um reajuste de 10%, sendo 5% agora e 5% para o segundo semestre. “Em mesa de negociação, na Assembleia, chegamos a pedir 6,5%, sendo 1,5% referente ao residual de 2013. Mas, não levaram em consideração”, disse ela, informando que o assunto será discutido com todas as entidades representativas dos servidores até o dia 15 e paralisações não estão descartadas. 

Um das categorias mais expressivas do funcionalismo, a de professores e de trabalhadores em Educação também demonstrou insatisfação. “Eles fizeram tudo na calada da noite. Essa história de adiantar a segunda parte para julho não resolve. Com esse índice, eles deveriam ter dado tudo retroativo a janeiro”, afirma o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Bahia, Rui Oliveira. 

Ele diz que, além de um melhor reajuste linear, a categoria está lutando por uma promoção de 14% para todos os servidores da pasta. “Esperamos que o governo tenha juízo e aprove esse percentual”, complementou.

Para uma professora de Língua Portuguesa, que preferiu não se identificar, os problemas da categoria vão muito além do campo financeiro. “Estou cansada de discutir percentual de reajuste. Quero discutir qualidade do ensino público, além da saúde, carga horária e segurança dos professores”, enfatizou.

Ela comenta que não foi pega de surpresa com o reajuste, mas sim com a forma com que os projetos de leis foram aprovados. “O índice acompanha o que vem sendo dado todos os anos, não muda muito. O que é lamentável é o fato da votação ter sido na calada da noite”. Colaborou Victor Longo. correio

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