22 de setembro de 2014

Rejeição a doação de órgão na Bahia chega a 70%




A Bahia está entre os Estados brasileiros que apresenta atualmente um dos maiores índices de rejeição às doações de órgãos. O número de famílias que não aceita chega a 70%. Para fazer a doação, o paciente deve sinalizar à família. 

A autorização nas unidades de saúde só pode ser feita por parentes de primeiro grau. A vendedora Maria José Santana Couto Silva não aceitou doar os órgãos do filho, que teve morte encefálica, aos 19 anos. 

André Odail Couto foi vítima da violência e levou um tiro na cabeça. primeira reação da mãe foi não aceitar fazer a doação, mas em seguida veio o pensamento de ajudar a salvar outras vidas, mas a decisão inicial de não autorizar a doação é a mais comum. 

Segundo Eraldo Salustiano de Moura, coordenador do Sistema Estadual de Transplantes, ainda existe o desconhecimento da população. O que acaba aumentando o desequilíbrio entre demanda e oferta o que contribui para que a fila de espera no Estado continue grande. 

Segundo o Sistema Estadual de Transplantes, os dados do doador e do paciente que vai receber os órgãos são preservados para privacidade da família. Esse sigilo só é quebrado em comum acordo entre as pessoas envolvidas. 

Mas mesmo sem saber quem recebeu os órgãos do filho, Maria faz um agradecimento, "Eu até agradeço essa pessoa por ter recebido um pedacinho do meu filho", Revela Maria. (Record)

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