17 de janeiro de 2015

Catálogo sobre o samba será lançado em Santo Amaro


O catálogo ‘Sambadores e Sambadoras da Bahia’ será lançado no Teatro Dona Canô, em Santo Amaro, no Recôncavo baiano, neste domingo, 18/01, às 9h.

Trata-se de mais um projeto apoiado pelos Editais da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBA), financiado pelo Fundo de Cultura da Bahia, através do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC).



Os editais permitem a participação efetiva da sociedade civil nas políticas públicas culturais do Estado. De 2007 a 2014, o IPAC já conveniou cerca de 127 projetos, totalizando aproximadamente R$ 12 milhões já investidos.

Os editais viabilizados pelo IPAC se concentram em bens culturais baianos, materiais, como as edificações antigas e as obras de arte protegidas, ou os bens imateriais, que são as manifestações populares, os saberes e fazeres.

A publicação reúne em 80 páginas, 57 perfis de mestres e mestras do samba com fotos e resumos biográficos. Grandes referências do samba de roda do Recôncavo, como Dona Dalva, Nicinha e Domingos Preto dividem espaço com outros mestres. “É importante registrar a memória, homenageando mestres de saberes e fazeres, e fortalecendo o samba de roda”, declara Luciana Barreto, coordenadora do catálogo.

O samba de roda do Recôncavo foi registrado como ‘Patrimônio Cultural do Brasil’ pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 2004 e chancelado como ‘Obra-Prima do Patrimônio Oral e Imaterial da Humanidade’ pela Unesco em 2005.



VINTE CIDADES – Segundo a proponente do projeto, Fabiana Barreto, a obra exigiu pesquisas em 20 cidades do Recôncavo, dentre elas, Cachoeira, Candeias e Cruz das Almas. O livro revela as várias origens e o histórico dessa manifestação cultural na Bahia.

“Em 1996, os moradores do bairro da Ladeira da Cadeia, em Cachoeira, queriam angariar fundos para os festejos de santos católicos. Sem dinheiro, passaram a pedir colaboração com rezas e ladainhas cantadas. Daí o nome Esmola Cantada desse samba de roda”, diz o Mestre Carlito, exemplificando.

O lançamento marca o início das comemorações dos 10 anos de reconhecimento do samba de roda. Neste dia a Associação dos Sambadores e Sambadeiras da Bahia (Asseba) realiza também a primeira assembleia geral de 2015. Dentre os temas, as políticas de salvaguarda desse patrimônio.

“É fundamental ações de difusão desta memória; ao falar dos mestres as comunidades tradicionais envolvidas também se reconhecem representadas”, comenta a coordenadora de Editais do IPAC, Ana Cristina Coelho. Mais informações sobre os Editais da SecultBA via IPAC são encontradas no sitewww.ipac.ba.gov.br. Fique informado ainda via Facebook Ipacba Patrimônio e Twitter @ipac_ba.



Serviço:

O quê: Lançamento do Catálogo Sambadores e Sambadeiras da Bahia – Editais da SECULT.

Quando: 18 de janeiro, domingo, às 09h.

Onde: Teatro Dona Canô, Rua Imperador, nº 142 – Santo Amaro, Bahia.

Acesso: Gratuito.



BOX Opcional: SAMBA DE RODA - É uma expressão musical, coreográfica, poética e festiva das mais importantes e significativas da cultura brasileira. Exerceu influência no samba carioca e até hoje é uma das referências do samba nacional.

O Samba de Roda no Recôncavo Baiano foi inscrito do Livro de Registro das Formas de Expressão, em 2004. Está presente em todo o Estado da Bahia e é especialmente forte e mais conhecido na região do Recôncavo, a faixa de terra que se estende em torno da Baía de Todos os Santos. Seus primeiros registros, com esse nome e com muitas características que ainda hoje o identificam, datam dos anos 1860.

Reúne as tradições culturais transmitidas por africanos escravizados e seus descendentes, que incluem o culto aos orixás e caboclos, o jogo da capoeira e a chamada comida de azeite. A herança negro-africana no samba de roda se mesclou de maneira singular a traços culturais trazidos pelos portugueses (principalmente viola e pandeiro) e à própria língua portuguesa nos elementos de suas formas poéticas.

Pode ser realizado em associação com o calendário festivo – caso das festas da Boa Morte, em Cachoeira, em agosto, de São Cosme e Damião, em setembro, e de sambas ao final de rituais para caboclos em terreiros de candomblé.

Mas ele pode também ser realizado em qualquer momento, como uma diversão coletiva, pelo prazer de sambar. O samba de roda é uma das joias da cultura brasileira, por suas qualidades intrínsecas de beleza, perfeição técnica, humor e poesia, e pelo papel proeminente que vem desempenhando nas próprias definições da identidade nacional. Leia mais

No Banco de Dados dos Bens Culturais Registrados estão disponíveis os documentos contendo todas as informações sobre Samba de Roda do Recôncavo Baiano (legislação, dossiê, fotografias, vídeos, músicas, pareceres técnicos e jurídi-cos dos processos desse bem cultural imaterial). Fonte: IPHAN.

Associação dos Sambadores e Sambadeiras do Estado da Bahia (Asseba)

Solar Subaé – Casa do Samba – Centro de Referência do Samba de Roda

Rua do Imperador, Nº 1

CEP 44200-000 – Santo Amaro/BA

Tels.: (75) 9134.9127 - 9147.8507

E-mail: asseba@gmail.com

Blog: http://casadosambadabahia.blogspot.com.br

Assessoria de Comunicação – IPAC – em 16.01.2015

Jornalista responsável – Geraldo Moniz (DRT-BA 1498)

(71) 9110-5099, 9922-1743 - geraldomoniz.ipac@gmail.com

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Facebook: Ipacba Patrimônio, Twitter: @ipac_ba

2 comentários:

  1. Interessante que em nenhum momento, a tricentenária (lavagem da Purificação na cidade de Santo Amaro),não é mencionada como um dos pontos de origem do samba de roda, no inicio do século XVII, oriundo dos negros escravizados na lavoura dos canaviais, sem falar da capoeira e do maculelê e outros movimentos. Porque a discriminação? É porque esta cidade só tem negros!! Visitem as festas e comprovem as veracidades dos fatos.

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    1. Só o fato de Santo Amaro ser uma cidade negra, já demonstra a veracidade das tuas HISTÓRIAS. FOLCLORES, CULINÁRIAS E OUTROS MOVIMENTOS, no mais são argumentos fajutos, e sem futuro, sujeito a serem desmentidos mais adiante.

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