25 de fevereiro de 2015

Estaleiro decide suspender as obras no Paraguaçu em Maragogipe






No próximo sábado, o Consórcio Estaleiro Paraguaçu (CEP) vai encerrar as atividades nas obras do estaleiro de Maragogipe, conforme informou a Enseada Indústria Naval S.A.. O motivo seria a crise nacional na indústria naval, resultante da falta de pagamentos das obras contratadas. 

Atualmente,a Enseada possui 82% de avanço físico do trabalho concluído. Em nota enviada à imprensa, a Enseada Indústria Naval S.A. informou que “tão logo o cenário de falta de liquidez vivido pela indústria naval brasileira seja superado, a própria Enseada retomará as atividades de finalização dos 18% restantes da obra”. 


Sobre as atividades em andamento, como a montagem do Goliath, - um superguindaste de 150 metros, considerado um dos mais importantes equipamentos do Estaleiro, que tem a capacidade de içar blocos e megablocos com até 1.800 toneladas-, a Enseada afirmou que “também seguirá normalmente até a sua conclusão, prevista para o mês de março de 2015”. 


O fechamento do CEP já se delineava com demissão de 970 funcionários realizada entre os meses de dezembro de 2014 e janeiro deste ano. Na época, a Enseada informou, através de nota, que o Consórcio encerrou 2014 com cerca de 2,2 mil trabalhadores no canteiro da obra e que orientou o CEP a readequar o planejamento da obra com o ajuste do efetivo. 

“Neste cenário, foi informada a desmobilização de 1.000 funcionários, tendo sido efetuado o desligamento inicial de 470 pessoas em 9 de dezembro de 2014. Hoje, 6 de janeiro de 2015, a empresa informa que o CEP está desligando 500 funcionários da obra de implantação do empreendimento, concluindo a previsão inicial”, afirmou o texto.No início do ano, logo após as últimas demissões, a empresa ainda reconheceu “o período de dificuldade enfrentado pela indústria naval brasileira”. 

Contudo, ontem, a Enseada frisou que “acredita na indústria naval brasileira e está trabalhando em busca da superação do atual cenário. A retomada da indústria é resultado de uma política industrial, lançada pelo Governo Federal, que tem gerado importantes indicadores sociais e econômicos para o país”.


Obra prometeu aquecer a economia de Maragogipe: Com aplicação na ordem de R$ R$ 2,7 bilhões, um dos maiores investimentos privados da Bahia, na última década, o estaleiro o foi instalado no distrito de São Roque do Paraguaçu, em Maragogipe. 

A tecnologia de ponta, fez da Enseada Indústria Naval a esperança para atender à crescente demanda do setor naval, além de investidos em medidas socioambientais. 

Com mais da metade das obras concluídas, a empresa finalizou a construção do primeiro cais que tem capacidade para atracar embarcações com até 210 metros de comprimento e uma área total de 5,2 mil metros quadrados. 

A Enseada chegou a contar com contratos de aproximadamente US$ 6,5 bilhões e gerou cerca de 5.500 empregos diretos, com previsão inicial de inauguração para este ano. Em plena atividade, a Enseada poderia processar 36 mil toneladas de aço por ano trabalhando em regime de turno único, o que permite uma ampla margem de produção, para fabricação, até simultânea, de diferentes tipos de embarcações, como sondas e FPSOs. 

Em nota divulgada no site da Secretaria de Comunicação do Estado (Secom), o secretário estadual da Indústria, Comércio e Mineração, James Correia, afirmou que o estaleiro possuía padrões de qualidade, produtividade e tecnologia equivalente aos melhores do mundo. Já o coordenador executivo de Infraestrutura e Logística da Casa Civil da Bahia, Eracy Lafuente, avaliou positivamente o impacto econômico que a obra representava para a Bahia. 

A área ocupada pela empresa é de 1,6 milhão de metros quadrados em Maragogipe, dos quais 400 mil destinados à preservação ambiental. Além da presença no Recôncavo Baiano, a Enseada também atua no Estaleiro Inhaúma, localizado no Rio de Janeiro, arrendado pela Petrobras em razão do contrato para conversão dos cascos de quatro navios em plataformas FPSOs (Floating Production, Storageand Offloading,em português, unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência). 

No Estaleiro Inhaúma, a Enseada começou a atuar em agosto de 2012, mês em que foi docado o navio Petrobras 74 (tipo VLCC – VeryLargeCrude Carrier), cujo casco será convertido no FPSO P-74. (Tribuna)

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