26 de maio de 2015

Bancada baiana se une em busca de solução para obras de estaleiro

A bancada baiana no Congresso se comprometeu a, no prazo de 30 dias, ter uma solução para garantir a conclusão das obras de implantação do estaleiro Enseada Indústria Naval, em Maragojipe. 

O estaleiro, um investimento de R$ 3,2 bilhões previa gerar 7,2 mil empregos para a construção de sondas encomendadas pela Petrobras para explorar a camada de pré-sal.




Com a crise da estatal e de subsidiárias, provocada pela Operação Lava Jato, já foram demitidos mais de 6 mil trabalhadores nos últimos quatro meses. O projeto foi interrompido em novembro, quando a implementação do empreendimento já havia atingido 82% de avanço físico das obras.

De acordo com o presidente do Enseada, Fernando Barbosa, para concluir as obras são necessários R$ 600 milhões - que aguarda liberação do financiamento disponibilizado pelo Fundo da Marinha Mercante e do qual o empreendimento já havia recebido R$ 1 bilhão. "Precisamos que a Caixa e o Banco do Brasil liberem os empréstimos para que possamos retomar as atividades".

Barbosa reforçou também a importância da manutenção dos acordos feitos com a Petrobras, que previam a construção de seis sondas e investimentos na ordem de R$ US$ 1,7 bilhão. "Para que isso aconteça a estatal precisa confirmar os contratos que ela assinou. Automaticamente, depois que a Petrobras decidir isso, os investimentos devem ser liberados".

O senador Walter Pinheiro (PT) garantiu a união de toda bancada baiana - independente de partidos - em prol da liberação dos investimentos. "Aqui não se trata nem de concepção de governo, nem de partido, mas da concepção de desenvolvimento econômico para o nosso estado", disse.

Segundo o deputado federal da oposição José Carlos Aleluia (DEM), a bancada baiana sozinha não pode fazer muita coisa e por isso cobrou maior engajamento do governador Rui Costa. "É necessário que o governo dos estado assuma o comando das reivindicações. 

 Os deputados isoladamente não vão conseguir resolver isso sozinhos". Aleluia afirmou que o motivo de todos os problemas estão na Petrobras. "O problema é gigantesco. É evidente que a origem de tudo está nos erros cometidos pela Petrobras na crise do petrolão".

Já o secretário de Desenvolvimento do estado, Jorge Hereda, assegurou que o governo do estado irá intervir em prol da reativação do projeto: "Tenho certeza que vamos ter o encaminhamento da maneira como foi proposto aqui. Nosso foco vai ser nos contratos para que a Petrobras mantenha o acordo original".

Quando estiverem plena capacidade, o Enseada poderá processar inicialmente 72 mil toneladas de aço por ano, na construção de navios de alta especialização, plataformas, unidades flutuantes de armazenamento e transferência (FPSOs) e sondas de perfuração.

Com a parada das obras, R$ 110 milhões deixaram de ser injetados na região de Maragojipe, sobretudo na geração de renda no setor de serviços. Para o presidente da Fieb, Antônio Ricardo Alban, o estaleiro representa a retomada da indústria naval no estado. "É a base para novos projetos na indústria naval", disse. (Correio)

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