9 de dezembro de 2015

Pérola do Recôncavo: Pertinho de Salvador, Jaguaripe surpreende pelos atrativos turísticos


Mudar o olhar para o Verão é propor um novo caminho. Deixar de lado os badalados roteiros e ir em busca de uma autenticidade ainda preservada no Recôncavo Baiano. Jaguaripe  está logo ali, a apenas 61 km depois de atravessar o ferry-boat, e é um destino que surpreende pelos atrativos.
Navegar pelos rios recordando os tempos áureos, descobrir vestígios da história imortalizada no centro, desbravar praias virgens e degustar as delícias típicas da região são os programas propostos. E para facilitar esse desfrute, uma reserva natural serve de hospedagem perfeita para quem quer  deixar  simplesmente o tempo passar sem pressa.
Princípio de prazer e fim de maré
Uma árvore batiza o lugar. Minguito é um oitizeiro, uma planta frondosa com madeira boa para a construção e típica dessa reserva, que já foi uma olaria durante o período colonial e hoje é um  chamariz para quem quer descansar e conhecer a riqueza do Recôncavo.
Localizada a 14 km da cidade de Jaguaripe, a Reserva Minguito nasceu como uma casa de férias para a família Coni, nos idos dos anos 90, e hoje  abre as portas para receber visitantes de todos os lugares. “Desde a infância, ouvia as histórias de meu pai sobre a região. Do antigo navio a vapor que pegava em Jaguaripe, na década de 20, para estudar em Salvador”, conta o proprietário Vicente Coni.
Toda essa memória afetiva serviu de motivação para o empresário adquirir uma fazenda às margens do rio da Dona, onde passou bons Verões com a família. Filhos crescidos, hora de dar um destino sustentável aos 130 hectares da propriedade, sendo 26 uma área protegida. “Originalmente havia apenas uma pequena construção. Hoje temos três casas, um restaurante e um bangalô, que serve como espaço para ver TV, além do quiosque-grill”, explica Vicente. Ao todo, são 20 apartamentos com ar condicionado e sem televisão nos quartos. Afinal, a ideia é ter contato com a natureza.
Por falar em contemplação, não deixe de passar bons momentos na longa ponte de madeira que dá acesso ao rio ouvindo sons naturais e a música que vem do mangue através do sistema de som instalado pelo proprietário.

A Fonte das Delícias é outro point imperdível. Uma nascente de água potável que deságua no mangue é lugar ideal para se refrescar embaixo de uma árvore frondosa e relaxar.Centro Histórico. No passeio até Jaguaripe, primeira vila do Recôncavo, vale dar uma atenção especial ao centro histórico.

A cidade fundada devido a uma epidemia de varíola que assolou a Ilha de Itaparica nos idos de 1563 preserva monumentos importantes que contam muito sobre sua história. Uma das edificações que mais chamam atenção é a Casa de Câmara e Cadeia, hoje sede da prefeitura.

Também conhecida como Cadeia do Sal, foi fundada em 1697 à beira do rio Jaguaripe. “Uma particularidade que a tornou famosa foi a arquitetura, que permitia, a depender do movimento da maré, que a água penetrasse por baixo da edificação e inundasse quase que por completo sua solitária”, explica o vereador e historiador Péricles da Silva. Segundo ele, os homens que estivessem ali ficavam praticamente submersos, vulneráveis a doenças e ataque de animais.

Era uma forma de execução lenta para criminosos de grande periculosidade e presos políticos. Outra construção rica em história é a Casa do Ouvidor, hoje fórum municipal, construída pelos jesuítas no período do Brasil Colônia para catequizar a população indígena. Localizado entre a igreja e a Casa de Câmara e Cadeia, o imóvel fica em uma posição privilegiada que permite observar a movimentação da cidade e do rio.

Esse último, peça fundamental para a navegação e o transporte dos alimentos, madeira e material de construção do Recôncavo até Salvador. “Hoje ainda é possível observar uma pequena janela de frente para escadaria da entrada de onde se via quem chegava. Quem não fosse bem-vindo ali, era imediatamente fuzilado a mando dos jesuítas”, conta Péricles.
O historiador também aponta a igreja de Nossa Senhora da Ajuda de Jaguaripe como ponto imperdível do passeio. Construída no século XVII, em estilo rococó, substituiu uma  capela do século XVI. “Com o crescimento econômico e político da cidade, foi feita uma igreja que equivalesse a essa importância para a Coroa Portuguesa por sua produção de alimentos e materiais de construção”, ensina.
Onde Comer
Segundo dados da Secretaria de Turismo do estado, Jaguaripe possui 16.467 mil habitantes. Como toda  cidade de interior, tem aquele restaurante tradicional que fez fama. Localizado na Pousada Porto Jaguaripe, o estabelecimento, construído na beira do rio, oferece um menu farto de boas moquecas. Destaque para a de robalo, peixe muito comum na região, que vem com arroz e pirão. Custa R$ 45 e serve duas pessoas.

Também vale provar a mariscada (R$ 40),  bem como a moqueca de camarão (R$ 55). Ambas carregam o autêntico tempero caiçara. Nos fins de semana, o espaço fica lotado, por conta de outro atrativo: a caranguejada, acompanhada com uma boa cerveja gelada, é alternativa certeira para animar uma boa conversa. A pousada ainda conta com uma área verde com piscina e casinha na árvore para atrair a criançada. Vai lá: Avenida Martinho Alburqueque, 184. Tel: (75) 3642-2137
Ponta dos GarcezUma das praias mais belas e intocadas que compõem o litoral de Jaguaripe é a Ponta dos Garcez. Com 18 km de extensão de areias brancas, muito verde e mar azul é um ótimo destino para quem quer relaxar e se desconectar totalmente da civilização. Nesse paraíso entre a Costa do Dendê e o Recôncavo não é complicado chegar.

A dica é sair de ferry-boat, pegando a BA-001 em sentido  Nazaré das Farinhas. Desse ponto, pega-se o acesso para Valença até observar a sinalização que identifica a entrada para Camassandi, Ilha da Ajuda e Praia do Garcez. São 14 km até chegar ao paraíso.
Artesanato
Fique de olho na data comemorativa: 26 de janeiro, e visite a cidade participando da tradicional regata de Jaguaripe a Cacha Pregos. As águas dos rios ficam repletas de embarcações, principalmente saveiros. Aproveite para comprar uma lembrança. Os mini-saveiros criados por Bira Lisboa irão contar a história na estante do seu lar. 
"Aprendi a construir miniaturas de barcos e saveiros com meu pai, ainda criança. Comecei vendendo como artesanato, mas, depois de uma especialização, passei a criar maquetes”, explica Bira, que em 2013 foi escolhido como melhor artesão da Bahia pela Associação Viva o Saveiro. O prêmio foi o  curso de Modelismo Náutico no Museu Nacional do Mar, em Santa Catarina. “Fiquei apto a fazer miniaturas exatas de embarcações reais”, conclui. 
Os modelos  custam, em média, R$ 100, chegando a R$ 350. Porém, se o intuito são exemplares que reproduzem com exatidão as medidas de barcos reais, o valor sobe, custando a partir de R$ 750. Lembrando que, com essas medidas, é possível fazer uma embarcação em grande proporção. O mestre artesão consome em torno de   9 dias para conceber um modelo em artesanato. Já as maquetes podem levar até 3 meses.  Anote: Bira Lisboa, (75) 99901-9215
Fonte: INFOSAJ

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